Inspiração e expiração na ventilação pulmonar mecânica

November 14, 2019

O ser humano efetua uma média de 23 mil ciclos respiratórios por dia, combinando inspiração e expiração. Quando essa função do corpo está comprometida, a ventilação pulmonar mecânica é capaz de manter a respiração do paciente, para que seu quadro clínico seja recuperado ou mantido estável, dependendo da necessidade que ele apresenta. É o ventilador, então, que garantirá a renovação contínua do ar no organismo e o fornecimento do oxigênio necessário ao adequado funcionamento do corpo.

 

Quando ocorrem naturalmente, a inspiração e a expiração se dão com a contração e o relaxamento do diafragma e dos músculos intercostais. Na inspiração, o diafragma se contrai e abaixa e as costelas se contraem e se elevam. Isso aumenta a caixa torácica, diminui a pressão interna e força a entrada do ar nos pulmões. Já na expiração, a musculatura relaxa e o processo é inverso. O diafragma se eleva e as costelas abaixam, diminuindo o volume da caixa torácica, o que aumenta a pressão interna e força a saída do ar. Esse processo pode ser afetado por diversas causas, trazendo a necessidade do suporte mecânico para que os ciclos respiratórios sejam realizados.

 

E como isso ocorre com a ventilação mecânica?

 

Os ventiladores pulmonares têm entre seus componentes válvulas inspiratória e expiratória, que são programadas para abrirem e fecharem nas etapas devidas do ciclo respiratório, garantindo a inspiração e a expiração do paciente.

 

 

Na inspiração, a válvula inspiratória se abre, o ventilador vence a resistência do sistema respiratório do paciente e insufla seus pulmões com o volume de ar apropriado. Após isso, o ventilador fecha a válvula inspiratória e abre a expiratória. Essa transição pode estar condicionada ao término de um volume programado, a um tempo inspiratório pré-determinado, a um fluxo estipulado ou a outros indicadores possíveis de serem ajustados no ventilador, para que os ciclos se mantenham sob controle. Quando a válvula expiratória é aberta, os pulmões são esvaziados de forma passiva.

 

Para que o ciclo inicie novamente com a inspiração, a válvula expiratória é fechada e ocorre o chamado “disparo”, que reabre a válvula inspiratória. O tempo do disparo também pode ser programado no aparelho conforme intervalos de tempo, mudança de pressão ou de fluxo.

 

Há casos - conhecidos como ventilação controlada - em que o ventilador assume por completo o processo, determinando e controlando todas as etapas do ciclo e o paciente não interfere na ventilação e não faz respirações adicionais. Há outros casos, chamados de ciclos assistidos, em que o paciente dispara o ventilador, mas o aparelho controla as outras fases. E há ainda modos espontâneos de ventilação, em que o paciente controla as fases do ciclo ventilatório e o aparelho fornece apenas uma pressão de suporte.

 

Seja qual for o quadro clínico e a necessidade que cada organismo apresenta, os ventiladores se ajustam de maneira personalizada, garantindo o melhor atendimento, que promova os resultados esperados, para cada situação.

 

 

 

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