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SENSORES DE FLUXO: O que você precisa saber?

Neste texto vamos falar um pouco sobre os sensores de fluxo, seus tipos e sua função. Para iniciarmos, é bom relembrar um pouco sobre as fases de um ciclo ventilatório durante a ventilação mecânica com pressão positiva, que pode ser dividido em 4 fases de acordo com Carvalho et al (2007):


1) Fase inspiratória: Corresponde à fase do ciclo em que o ventilador realiza a insuflação pulmonar, conforme as propriedades elásticas e resistivas do sistema respiratório. Válvula inspiratória aberta;

2) Mudança de fase (ciclagem): Transição entre a fase inspiratória e a fase expiratória;

3) Fase expiratória: Momento seguinte ao fechamento da válvula inspiratória e abertura da válvula expiratória, permitindo que a pressão do sistema respiratório equilibre-se com a pressão expiratória final determinada no ventilador; e

4) Mudança da fase expiratória para a fase inspiratória (disparo): Fase em que termina a expiração e ocorre o disparo (abertura da válvula inspiratória) do ventilador, iniciando a nova fase inspiratória.


Fonte: Carvalho et al 2007.


Os sensores de fluxo, dentro deste contexto, são componentes dos ventiladores pulmonares que medem o fluxo expirado pelo paciente, tornando possível a avaliação segura da respiração do paciente.


Portanto, é um componente importante para a monitorização ventilatória. A monitorização da mecânica ventilatória é essencial para realizar um controle da ventilação pulmonar, pois, permite que os profissionais da saúde acompanhem de maneira dinâmica a evolução clínica/pulmonar dos pacientes sob suporte ventilatório invasivo ou não invasivo e esta monitorização por meio dos sensores de fluxo otimiza o uso do ventilador, minimizando os riscos de lesões iatrogênicas e assincronias entre equipamento/paciente.


Falando dos equipamentos da Magnamed possuímos dois tipos de sensores de fluxo – proximal ou distal, que podem ser utilizados em nossos equipamentos de UTI (como Babymag, Fleximag Plus e Fleximag Max utilizam qualquer um dos dois tipos de sensor) e de transporte (como o Oxymag utiliza apenas o sensor proximal).


O sensor de fluxo proximal – que como o nome indica está próximo ao paciente - funciona com diferentes resistências de acordo com a categoria de paciente (se neonatal, pediátrico ou adulto) e é um componente autoclavável.













Sensor de fluxo proximal para cada categoria de paciente (neo, ped e adulto).

Fonte: Arquivo pessoal



Já o sensor de fluxo distal faz a leitura por diferença de temperatura e este tipo de sensor atende a todas as categorias de pacientes, ao montá-lo no equipamento podemos notar que se localiza mais distante do paciente, realizando a leitura do fluxo expirado através de um sensor único que necessita de alguns cuidados especiais para a sua limpeza e desinfecção, pois não é um item que vai para autoclave.


Sensor de fluxo distal – sensor único

Fonte: Arquivo pessoal


Quando realizamos uma ventilação sem uso do sensor de fluxo perdemos os dados do fluxo expirado do paciente, tornando mais difícil o ajuste da ventilação mecânica de maneira dinâmica e fidedigna a fim de evitar assincronias e lesões ocasionadas pela ventilação mecânica.


Só é possível avaliar as curvas de fluxo e de volume quando temos a leitura do fluxo expirado pelo paciente, e a avaliação destas curvas é importante para ajustar uma ventilação mecânica protetora e até programar o desmame ventilatório de um paciente.


Sua utilização permite o ajuste de parâmetros como a sensibilidade, que irá atuar diretamente na fase de disparo do equipamento e identificar o esforço do paciente, sendo possível transicionar de um modo ventilatório controlado a um modo ventilatório espontâneo, por exemplo.


Esta leitura, portanto, é extremamente importante para que o profissional de saúde que faz os ajustes ventilatórios possa avaliar de uma maneira segura se os parâmetros ajustados conseguem entregar ao paciente uma ventilação adequada e sem riscos de lesão.



REFERÊNCIAS


Carvalho, Carlos Roberto Ribeiro de, Toufen Junior, Carlos e Franca, Suelene AiresVentilação mecânica: princípios, análise gráfica e modalidades ventilatórias. Jornal Brasileiro de Pneumologia [online]. 2007, v. 33, suppl 2 [Acessado 9 Agosto 2022] , pp. 54-70. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1806-37132007000800002>. Epub 08 Nov 2007. ISSN 1806-3756. https://doi.org/10.1590/S1806-37132007000800002.


VENTILADOR MECÂNICO PARA ANIMAIS DE PEQUENO PORTE. Tese em: http://www.peb.ufrj.br/teses/Tese0024_2005_12_09.pdf


VENTILADOR MECÂNICO – COMO FUNCIONA? Acesso em: https://revistapesquisa.fapesp.br/respiradores-vitais-2/


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