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Os ruídos na UTI Neonatal e como afetam bebês prematuros.

Alguns sons podem causar alterações fisiológicas em bebês que requerem suporte e cuidados nas unidades de terapia intensiva


As unidades de terapia intensiva (UTIs), são espaços equipados para o atendimento de pacientes que necessitam de monitoramento e atenção constantes, que podem ser divididos por categorias como adulto, pediátrica, especializada e neonatal.

Mesmo sendo um ambiente controlado, fatores como sons e ruídos podem causar alterações nos pacientes e, quando falamos em recém nascidos que precisam de acompanhamento em UTIs neonatais, o impacto pode ser ainda mais preocupante.

A UTI neonatal é uma unidade específica e paramentada para o tratamento de bebês prematuros, nascidos antes dos 9 meses de gestação, ou que apresentaram algum tipo de problema ao nascer. Um bebê que necessita de cuidados em uma UTI neonatal não necessariamente está doente, em alguns casos, os pequenos pacientes precisam desse espaço especializado para o desenvolvimento respiratório, digestivo e ganho de peso, ou seja, até conseguirem respirar e se alimentar sozinhos.


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Como ruídos podem ser prejudiciais para bebês prematuros?


Neste contexto, bebês prematuros precisam de um ambiente tranquilo e seguro para continuarem se desenvolvendo fora da barriga da mãe e, um ambiente barulhento e ruidoso, pode causar alterações fisiológicas importantes como alteração da frequência cardíaca, respiração, perca de peso e até o interrompimento do sono do bebê.


Como diferenciar ruídos negativos de sons ambientes?


Assim como existem ruídos negativos para os bebês prematuros, também existem sons que estimulam esses pacientes. Ruídos de alta frequência que podem ser causados por equipamentos, alarmes, respiradores, objetos de metal, conversas ou som de celulares são considerados poluição sonora e prejudiciais para o desenvolvimento dos bebês prematuros.


Em contrapartida, especialistas que pesquisam o impacto positivo de alguns sons ambientes, como a prática da musicoterapia, podem ativar partes específicas do cérebro trazendo uma sensação de prazer, tranquilidade e concentração. Para os bebês prematuros, sons como as batidas do coração, o som da respiração e o fluxo sanguíneo passando pelas veias, mostraram resultados positivos na redução da frequência cardíaca do bebê.


Mas como saber se os ruídos na UTI neonatal estão fora do ideal e como evitá-los?


A Academia Americana de Pediatria recomenda para unidades de Pediatria manter o NPS (níveis de pressão sonora) de até 45 dB, mas estudos mostram que nas UTIs neonatais a frequência em decibéis (dB) varia de 58,67 a 60,05 dB, acima do recomendado.


Sendo assim, a primeira medida é verificar a frequência na sua UTI neonatal utilizando medidores de ruído, verificando as variações nos períodos de manhã, tarde e noite. Outra medida importante é o treinamento e conscientização da equipe, explicando os efeitos negativos de ruídos com alta frequência para os bebês prematuros e como algumas mudanças simples de comportamento podem impactar positivamente os pacientes.

Algumas das medidas que podemos citar aqui são:

  • Analisar o volume das conversas dentro da UTI neonatal e sugerir uma auto análise do volume da voz.

  • Precisa falar com alguém que não está próximo a você? Vá até ele, não grite para chamá-lo.

  • Quando for realizar os exames de rotina no bebê, procure manusear equipamentos e objetivos com o máximo de cuidado.

Outras medidas importantes são pequenas adaptações nos espaços de terapia intensiva neonatal como, configurar alarmes com níveis inferiores a 55 dB, adaptar lixeiras com absorvedores sonoros e trocar objetos de metal por plástico, sempre que for possível, é claro.


A escolha dos equipamentos faz toda a diferença


Além das medidas mencionadas acima, parte essencial para diminuição de ruídos na UTI neonatal é a escolha dos equipamentos que vão compor a sua unidade. Incubadoras, monitores, cardioversores, aspiradores cirúrgicos e respiradores são alguns exemplos de equipamentos utilizados e que podem produzir sons e ruídos prejudiciais aos bebês prematuros.


Quando falamos de respiradores, existem aparelhos desenvolvidos especialmente para serem utilizados em UTIs neonatais, com tecnologia de ponta e que contemplam alta performance, fácil manuseio com interface simples, intuitiva e extremamente silencioso como o BabyMag da Magnamed.


Por fim, investir em treinamento e conscientização das equipes, promovendo mudanças na rotina da UTI neonatal e apostando em equipamentos adequados para o espaço, são essenciais para a recuperação e desenvolvimento dos pacientes prematuros.


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