Hiper e hipoventilação: entenda a diferença

Hiperventilação e hipoventilação: entenda a diferença


O corpo humano precisa manter a ventilação pulmonar em níveis adequados, para garantir a oxigenação satisfatória do sangue e assegurar o funcionamento dos órgãos vitais e do metabolismo.

Quando a ventilação escapa dos níveis de funcionamento normais, temos quadros de hiperventilação, se estiver aumentada de forma significativa, e hipoventilação, se estiver de forma reduzida.

As duas situações trazem consequências para o bem estar do paciente e, se ocorrerem em níveis mais severos, podem desencadear complicações mais graves e até mesmo a morte.

Entenda nesse post a diferença entre as duas condições e suas consequências.

Hipoventilação

A hipoventilação é a ventilação reduzida dos alvéolos pulmonares. Com isso, a eliminação de gás carbônico pelo corpo também reduz e, consequentemente, sua concentração aumenta no sangue, diminuindo o pH sanguíneo.

Se o pH do sangue arterial alcançar valores inferiores a 7,35, desencadeia-se a chamada acidose respiratória. O paciente enfrenta sintomas como falta de ar, cefaleia, sonolência, taquicardia, tremores e pode chegar ao coma. Um pH abaixo de 6,8 traz risco de morte.

Uma série de fatores pode desencadear a hipoventilação e, consequentemente, a acidose, como doenças cerebrais e pulmonares, uso de drogas, doenças neuromusculares, obstrução das vias aéreas e parada cardiopulmonar.

[Veja nosso post sobre a influência da ventilação pulmonar na manutenção do pH fisiológico]

Hiperventilação

A hiperventilação, por sua vez, é a ventilação aumentada dos alvéolos pulmonares, levando à perda excessiva de gás carbônico. Nesse caso, a concentração do gás carbônico no sangue diminui e o pH sanguíneo aumenta.

Um pH superior a 7,45 caracteriza um quadro de alcalose. É uma condição que também pode oferecer risco de morte, caso o pH alcance valores superiores a 7,8. O paciente apresenta sintomas como respiração ofegante, entorpecimento, rigidez muscular e convulsões.

A hiperventilação pode ser desencadeada por causas emocionais, como histeria e ansiedade, pelo uso de drogas, por doenças pulmonares e também por locais com altitudes muito elevadas, onde a pressão atmosférica é menor.

Tratamento

O tratamento indicado para os quadros clínicos descritos varia conforme sua severidade e também conforme as características de cada paciente. Contudo, em ambos os casos, hiperventilação ou hipoventilação, será necessário melhorar a ventilação pulmonar, para que ela retorne aos níveis adequados. Algumas situações poderão exigir o suporte de um ventilador mecânico, [Saiba quando é necessária a intervenção da ventilação pulmonar mecânica] para assegurar a estabilidade clínica do paciente e sua recuperação.

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